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segunda-feira, 8 de agosto de 2011


O LENHO VERDE


Desde o princípio do mundo, vemos a madeira presente na vida do homem, para vários tipos de necessidade, desde a utilização na feitura de uma simples fogueira à construção de uma confortável casa, para que possa habitar nela, ou, na fabricação de móveis e utensílios para a praticidade de seu dia-a-dia. E, não apenas isso, mas também vemos a madeira, assim como a pedra, como matéria-prima de muitos outros quesitos da.sobrevivência humana, como instrumentos de trabalho, arados, carros de tração animal,

e, também fabricavam para si instrumentos de música ((Gn 4.21) Também aprenderam a fazer carros de guerra, pois, em toda a história universal, vemos o homem sempre com sede de poder e de conquistas, tentando subjugar o seu semelhante, usando a madeira para confeccionar suas armas de guerra.

A madeira é algo tão impressionante que, talvez, ainda nos dias de hoje, alguma utilidade há para a qual ainda não foi experimentada; e a Bíblia diz que o homem sempre gosta de se “meter em astúcias” (Ec 7.29) Porém, entre as mais conhecidas estão a fabricação de móveis com as chamadas madeiras-de-lei, o alvo preferido da exploração clandestina, operada por homens inescrupulosos, principalmente, na Amazônia, o látex.das seringueiras, para a fabricação de utensílios de borracha, inclusive pneus, e outras resinas usadas para diversos fins; e,sem falar na fabricação de celulose e papel, extração de essências nobres para fabricação de bons perfumes, óleos de perfumista, além de extratos e ungüentos e produtos fitoterápicos, para fins medicinais e higiene, etc.

Vemos, na Bíblia, pela primeira vez, uma referência sobre a madeira como “lenho”. Na saída do Egito, após a travessia do Mar Vermelho, que ao chegarem a um lugar cujas águas eram amargas e não servia para beber, e o povo murmurou contra Moisés. Então, ele clamou ao Sênior e o Senhor lhe mostrou um lenho que, ao ser jogado nas águas elas saram e tornaram-se doces: “E ele clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe um lenho que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces; ali lhes deu estatutos e uma ordenação e ali os provou". (Ex 15.25)

Em outra ocasião, os filhos dos profetas resolveram construir um aposento maior para ali se reunirem diante da face do profeta Eliseu, e, indo elesa beira do Jordão para cortar madeira; e, eis que o machado de um deles soltou-se do cabo, e o moço ficou desesperado e chamou o profeta para ajudá-lo e, novamente um pedaço de madeira produziu um grande milagre, porque seria impossível encontrar um machado no meio de um rio de águas correntes cheio de lodo e lama e outros detritos, que, geralmente, se ajuntam no fundo: “E sucedeu que, derribando um deles uma viga, o ferro caiu na água; e clamou e disse: Ai! Meu senhor! Porque era emprestado. E disse o homem de Deus: Onde caiu? E, mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez nadar o ferro.” (2 Rs 6.5, 6)

Um certo homem, chamado Jesus, foi preso quando orava no Jardim do Getsêmani, após a traição perpetrada pelo seu amigo, e que comeu com Ele à mesa, foi levado para ser submetido a três julgamentos, primeiramente pelo Sinédrio, reunido na casa do Sumo Sacerdote, Caifás, onde foi brutalmente espancado, durante o interrogatório em que foi acusado de blasfêmia, foi cuspido no rosto,levou socos e bofetadas, e julgado réu de morte, mesmo sem nada de concreto de que o pudessem acusar .(Mt 26.65-67) Em seguida, foi levado a Pilatos, governador da Judéia, e, depois de interrogado, foi julgado inocente, pela segunda vez (Lc 23.4), mas, mesmo assim, foi enviado a Herodes,para ser julgado, por que era da Galiléia, e mais uma vez, sem ter de que o acusar, passou a escarnecer dele e mandou-o de volta a Pilatos, o qual ratificou a sua inocência pela terceira vez e desejava solta-lo, mas os Sumo Sacerdotes e os anciãos dos Judeus incitavam a multidão, a que pediram para crucifica-lo, e soltassem um malfeitor que tinha por nome Barrabás, acusado de sedição contra o governo romano e de um homicídio. Pilatos não teve outra alternativa, senão a de fazer a vontade do povo, mesmo sabendo que Ele era inocente. (Lc 23.11, 14, 22-25)

Pronto! Estava decretada a condenação de um justo, que, segundo a Palavra de Deus, tudo aconteceu pela presciência, conselho e determinação do Altíssimo. (At 2.23; 4.24-28) E o Senhor Jesus foi levado para o Gólgota, para o Seu “Batismo de Fogo” (Mt 20.22; Mc 10.38; Lc 18.31-34), seguido de uma grande multidão, na qual iam os seus carrascos, os que o desprezavam, para o escarnecer, e as mulheres que levantavam um clamor silencioso de lágrimas, e, numa manifestação de pesar, batiam nos peitos, inconformadas com aquela situação. Mas Jesus as consolou, usando uma linguagem figurada para ilustrar a sua sentença, em comparação com a de seus julgadores:

“E seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos e o lamentavam. Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram! Então, começarão a dizer aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos! Porque, se ao madeiro verde fazem isso, que se fará ao seco? (Lc 23.27-31)

Existe uma diferença entre madeiro verde e madeiro seco, sob vários aspectos da natureza de cada um. Por exemplo, o madeiro verde, ao ser submetido ao fogo, reage diferentemente do madeiro seco: O madeiro verde resiste muito mais à combustão (queima), enquanto o madeiro seco é consumido pelo fogo e, rapidamente, transformado em cinzas. O madeiro verde ao ser submetido ao fogo “geme e chora”, ou seja, madeira verde emite um chiado, durante a queima, devido à lenta desidratação da seiva (choro) nela contida; no entanto a madeira seca dentro do fogo “estala”, às vezes, até chega a “explodir”, soltar “faíscas”. “Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.” (Is 53.7)

Ali, no “matadouro”, o Calvário, estavam três madeiros, submetidos ao fogo da condenação de morte, um inocente, dois culpados; um derramava lentamente a sua “seiva” sob a pressão do fogo, desidratando e secando .(“Tenho sede.” Jo 19.28b) Uma árvore nunca morre de um só “golpe”. Jesus foi duramente castigado pelos seus algozes. O que a Bíblia relata sobre o seu castigo físico, durante o julgamento, é algo de tão impressionante, que nenhum de nós, mortais, suportaria, se a ele, hoje, fosse submetido. Os outros dois madeiros, um “estalava” (confessou seus erros, clamou o favor de Jesus), o outro “explodia e soltava faíscas” (escarnecia e insultava Jesus, sem demonstrar nenhum tipo de arrependimento) “...porquanto derramou a sua alma na morte e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.” ( Is 53.12; Lu 23.33)

Deus tem um tempo determinado para trazer a juízo toda carne, na face da terra, justos e injustos (Pv 11.31), vivos e mortos., e arderá tanto o lenho verde como o lenho seco “E dize ao bosque do Sul: Ouve a palavra do Senhor: Assim diz o Senhor Jeová: Eis que acenderei em ti um fogo que em ti consumirá toda árvore verde e toda árvore seca; não se apagará a chama flamejante; antes, com ela se queimarão todos os rostos, desde o Sul até ao Norte.” (Ez 20 .47)

A Sua Santa Palavra, como fogo, age tanto como poder purificador, como também com poder consumidor. Ninguém, absolutamente, poderá se livrar dessa verdade profética (Is 43.13), e, não haverá lugar para se esconder, nem em cima, nas alturas, nem embaixo, na terra, e nem debaixo da terra, onde o homem possa tentar ocultar-se da ira do Todo-Poderoso. (Is 2.19; 26.19, 21; 26.19;Am 9.2; Ob 1.4; Lc 23.30; 1Ts 4.13-16; Ap 6.6; 9.6)

Jesus, o “Lenho Verde”, foi consumido na Cruz do Calvário, pelo fogo do Zelo de Deus, para que pudesse resgatar o homem pecador, incapaz de justificar o seu pecado diante do seu Criador, (Jó 9.2) consumando a Obra Redentora, que nenhum outro poderia realizar. O Seu sangue precioso (a seiva da boa oliveira Rm 11.24)foi derramado para dar vida ao lenho seco (Sl 22.14, Is 53.12ª)

Considerando todas essas coisas, o que convém é que nós busquemos ser participantes dessa grande beneficência de Deus para a nossas vidas. Se você quiser, também poderá receber essa grande dádiva de Deus, recebendo O Senhor Jesus como seu único Salvador, porque Ele é o único que Deus aceita para essa finalidade, o Mediador Bendito e o reconciliador do homem pecador, para com seu Criador.
(At 4.12; 1Tm 2.5)

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